Sunday, November 26, 2006

 

O mundo mcdonaldizado

Que a sociedade tornou-se um imenso parque de diversóes, já ninguém mais tem dúvidas. O hábito, nefando, que a kulturindustrie, conceito desenvolvido por Theodor Wiesengrund Adorno ( 1903-1969 ), de transformar tudo em espetáculo disseminou-se entre as mais diversas formas de pensamento, na Academia inclusive, e na comunicação, a televisão no leme, não poderia ser diferente.
Veículo que ao Brasil chegou em 29 de setembro de 1950, a televisão, ou TV, para os íntimos, está presente em 94% dos lares brasileiros, contudo mais que isso, a TV se infiltrou no modus vivendi não só em terras tupiniquins como no resto do planeta, ditando modas, atitudes, conceitos, ideologias e a própria personalidade dos indivíduos, onde todos os assuntos, dos mais banais aos de relevância nacional imprescindível, são discutidos nos prosaicos telejornais e nos tediosos programas de auditório -- já reparam como até o Jô está enfadonho? -- , pelas celebridades instantâneas, que de celebridade não têm nada, que se tornam, para boa parte das pessoas, os grandes especialistas, os verdadeiros intérpretes do mundo globalizado, os sábios da pós-modernidade, genuínos oráculos do terceiro milênio.
A classe média enfurna-se cada vez mais em nababescos shoppings centers, protótipos do paraíso neocapitalista-cristão, onde tudo está prontinho para ser consumido; onde, se alguém atira lixo ao chão, vem imediatamente um empregado catar, empregado esse cujo salário, vindo de um trabalho que o aliena, não participa daquela festa toda. Sem contar que nos shopping centers não há menino-de-rua, assaltante, mendigo...E quando precisam ir embora, porque a vida, feliz ou infelizmente, é muito mais que o conforto, e oluxo, de um shopping center, sentam-se em frente à TV evão assistir às cenas de uma das muitas guerras que estão em andamento no mundo, como se brincassem com um imenso vídeo-gueime, ou vissem um filme de Hollywood, só que um pouco mais longo que o habitual.E quando tudo isso falha para aplacar seu esplim, cocaína!, por que não?
A televisão tem grande parcela de respensabilidade naquilo que é hoje a sociedade, mas não sejamos hipócritas e ingênuos de pensar, ou melhor, de despensar, que ela assim ficou porque as coisas tiveram de ser assim, ou porque Deus quis, ou o destino. Se os meios de comunicação de massa converteram-se em armas de destruição em massa, de nossas pobres e quebradiças almas humanas, a culpa é toda nossa.

Sunday, November 19, 2006

 

Aviso aos navegantes

Olá, tudo bem? Dando início às atividades deste blog, gostaria de emitir algumas palavras. Em primeiro lugar, quero me apresentar. Meu nome é Giancarlo Galdino, um futuro jornalista,com pretensões -- e aspirações -- literárias, apesar de verdadeiramente amar o Jornalismo, devotando especial paixão ao Jornalismo de guerra. Ficou pasmado(a)? Você não é o primeiro. Aliás, já estou ficando acostumado a receber das pessoas essa reação, já estava preparado para isso, e passei até a encarar de modo meio jocoso essa estranheza. Em tempos de George W. Bush, agora um pouco mais enfraquecido, é verdade, mas ainda arrogante e presidente da maior potência econômica e bélica do mundo, o correspondente de guerra há de ter muito trabalho.
"Escrever é imperioso", já bem disse Rachel de Queirós. E eu concordo com ela. Apenas humildemente acrescento: "mas é necessário". Escrevo para me suportar, para suportar minha existência sobre esse mundo, o mesmo mundo que premia a mediocridade e faz dos idiotas os grandes vencedores, enredo do brilhante livro do inteligentíssimo Martin Page, " Como me tornei idiota ".
Penso que para um começo, já falei demais. Prometo que terei toda a disciplina do mundo em enviar para este recanto virtual minhas considerações sobre o quer que seja. Só não me peçam a inútil alegria dos tolos e o proselitismo com tudo o que é escrito em milhões de veículos mundo afora. Não estou aqui para agradar ninguém, ainda que o faça, de quando em quando. Hasta la vista!

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