Tuesday, February 27, 2007

 

A porca está solta !

O ano novo chinês, cujo animal-símbolo é o porco, começou mal, ao menos para a economia. A Bolsa de Xangai sofreu uma queda de 9 %, influenciando mercados mundo afora. Em 2006, o organismo encerrou suas atividades com alta de 120 %, quase seis vezes superior a média das bolsas brasileiras. E por falar em Brasil, aqui a queda na bolsa foi de aproximadamente 7 %. As bolsas norte-americana e européias também já caíram. Bolsas da Ásia também operam em baixa. A Bolsa de Tóquio, por exemplo, fechou com queda de 3,53 %. Na da Turquia, o decréscimo foi de 4,5 % e a bolsa da Argentina foi diminuída em 7,5 %.
Episódios como este demonstram que a economia de grandes países pode crescer, mas não muito, o que configura um grande desafio para o governo chinês. Já se pensa em frear a economia com a criação do chamado Imposto sobre Ganho de Capital, cuja arrecadação serviria como uma reserva para o socorro econômico daquele país, evitando assim recessões futuras.
E é no futuro que já se começa a pensar aqui no Brasil. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que " não podemos saber se é um fenômeno prolongado, se vai acabar no fim do dia, mas de fato é um aviso de que não se pode basear a política econômica em dados de euforia momentânea ". As incertezas de Meirelles, que foi sabatinado hoje no Senado, têm toda a razão de ser, mas situações passadas de turbulência econômica mostram é uma grande evidência: sempre que grandes potências resfriam-se, os pequenos contraem uma retumbante pneumonia. Só falta Guido Mantega se pronunciar.

Friday, February 23, 2007

 

Nós já vimos esse filme...

É preocupante o que o relatório que a Agência Internacional de Energia Atômica, a AIEA, divulgou ontem, 22 de fevereiro, acerca da futura situação político-econômica do Irã. Consoante o documento, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas está autorizado a começar a discutir a adoção de sanções mais duras contra aquele país. Apregoa também que o Irã desrespeitou o ultimato estabelecido na antevéspera do Natal passado em que se exigia que fossem interrompidas as atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio. Os iranianos dizem precisar dar seguimento a esses trabalhos, já em larga escala, para que possam deste modo abastecer as usinas, que ainda estão em construção. Mas suspenderam o reprocessamento, expediente pelo qual se chega ao plutônio, matéria-prima costumeira da bomba.
Nicolas Burns, subsecretário de Estado americano, declarou que já está marcada para segunda-feira, 26, uma reunião com políticos dos Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China e França, os cinco países com assento permanente no CS, para que se discuta que medidas tomar contra Teerã. " Esperamos que o Irã volte a ser repudiado pelo CS ", disse Burns. O relatório é assinado pelo presidente da AIEA, Mohamed el-Baradei, e diz que já foram instaladas duas cascatas de 164 centrífugas na usina de Natanz, com planos de virem mais duas.
O Irã tem meios de dificultar o acesso ao petróleo por parte dos maiores países ocidentais e arrastar para o conflito, num terrível efeito dominó, nações árabes como Turquia, Arábia Saudita e Síria. China e Rússia mostram-se igualmente ameaçadas, não só com a postura iraniana, como também pela grande possibilidade do mandatário norte-americano, George W. Bush, ter a mesma reação quando da guerra do Iraque: ignorar a ONU e a opinião pública e partir para o ataque.
O filme se repete, mas não a História. A História só se repete como farsa. Assim como a mais nova velha provável guerra que está para acontecer.

Monday, February 19, 2007

 

Errata

No último período leia-se que o que o Paraguai quer aumentar é o preço da energia elétrica vinda da parte que lhe cabe na Hidrelética de Itaipu, e não o preço do gás.

Friday, February 16, 2007

 

Brasileiro é tão bonzinho ...

Estava escrito nas estrelas : o gás boliviano subiu. O aumento foi de, aproximadamente, 300 %. Não, respeitável leitor, o senhor não leu errado. É isso mesmo : 300 % ! O acréscimo para o consumidor pode chegar a o,3 % . Pouca coisa ? Definitivamente, não.
O presidente Lula resolveu colocar de lado suas diferenças com o governo boliviano e acatou os desmandos do bravateiro de Chaparre. Segundo Lula, Morales e ele são, antes de chefes de Estado de seus países, ex-sindicalistas, e por isso não podem divergir. Vergonhoso saber que Lula deixa o patrimônio público brasileiro ser usurpado em nome de corporativismo e de um passado tão distante, se é que me entendem. Não seria o caso de deposição? Avancemos, pois.
De acordo com Sérgio Gabrielli, aquele que detesta jornalistas -- se antiesquerdistas, antilulistas e inteligentes, tanto pior -- e é presidente da Petrobrás, o contrato será mantido, ainda que aconteça o impreterível aumento. Essa é a lógica ( ? ) petista: o sim torna-se em não no mesmo período, e eles querem que aceitemos. Isso é que não dá, realmente, para se admitir.
O economista Carlos Alberto Sardenberg, em comentário para o Jornal da Globo de ontem, afirmou que a Bolívia abocanha com a imoralidade US$ 100 milhões a mais. US$ 100 milhões a serem muito possivelmente usados para financiar a segunda ditadura da América do Sul em pleno século XXI ( leia nas enterlinhas e verá que isso quer dizer muito ). Lula valeu-se ainda do engano de que o governo brasileiro estaria sendo solidário com a Bolívia, por ser mais economicamente seguro, e conseguintemente mais rico. Só para lembrar : o PIB boliviano entrou 2006 com um crescimento de 3,4 % ( maior que o do Brasil ) e a taxa de desocupação lá é de 8 % ( menor que a do Brasil ). Tudo isso financiado por Luiz Inácio Lula Populista da Silva, que dá para fazer caridade com o dinheiro alheio. O seu, o meu, o do Brasil. Lula é mesmo muito bonzinho. Com os outros. Com os bolivianos. E futuramente também o será com o Paraguai, já que se abriu um precedente e já se fala naquele país em também aumentar o preço do gás importado para a República da Sunga.

Friday, February 09, 2007

 

E agora ?

Sempre que se vivencia um episódio de alcance nacional, e quem sabe, mundial, como o que vitimou de morte o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas 6 anos, o Brasil depara com uma importante questão: até quando ? Perguntas como essa povoam as cabeças de todos os brasileiros que tenham cabeça. A violência no Brasil atingiu índices alarmantes, que nada deixam a dever a países em guerra, como o combalido Iraque.
Os últimos acontecimentos fazem vir à tona um ponto peculiar da discussão: reduzir a maioridade penal é a saída? O assunto adquiriu efervescente popularidade em 2004, depois de capturado o menor que teria comandado o seqüestro e o homicídio de Liana Friedenbach e Felipe Café, casal de namorados de 16 e 17 anos, respectivamente, que acampavam num sítio abandonado no interior de São Paulo. O pai de Liana chegou até a encaminhar à Câmara Federal um abaixo-abaixado para que a população pudesse opinar sobre o tema.
Setores mais tradicionais da sociedade, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, por meio de Dom Odilo Scherer, seu secretário-geral, já se manifestaram contrários à iniciativa. " Não me parece adequado reduzir a maioridade penal. Não podemos agir sob efeito do pânico ". Vossa Eminência que me perdoe, mas podemos, sim. Podemos e devemos. Não podemos mais é ser omissos. Que a maioria decida, então. Que se faça um plebiscito, que se faça alguma coisa. Que se ofertem oportunidade às pessoas, para que não saiam por aí, atacando a propriedade privada e arrastando a massa encefálica de crianças cidades afora. Que se dêem boas escolas, para que essas pessoas tenham bons empregos. Que se ofereceram perspectivas. Que se propiciem policiamento ostensivo e bem-equipado, ao menos, se tudo isso soçobrar. Contudo, penso que estou pedindo demais.

 

E agora ?

Sempre que se vivencia um episódio de alcance nacional, e quem sabe, mundial, como o que vitimou de morte o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas 6 anos, o Brasil depara com uma importante questão: até quando ? Perguntas como essa povoam as cabeças de todos os brasileiros que tenham cabeça. A violência no Brasil atingiu índices alarmantes, que nada deixam a dever a países em guerra, como o combalido Iraque.
Os últimos acontecimentos fazem vir à tona um ponto peculiar da discussão: reduzir a maioridade penal é a saída? O assunto adquiriu efervescente popularidade em 2004, depois de capturado o menor que teria comandado o seqüestro e o homicídio de Liana Friedenbach e Felipe Café, casal de namorados de 16 e 17 anos, respectivamente, que acampavam num sítio abandonado no interior de São Paulo. O pai de Liana chegou até a encaminhar à Câmara Federal um abaixo-abaixado para que a população pudesse opinar sobre o tema.
Setores mais tradicionais da sociedade, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, por meio de Dom Odilo Scherer, seu sedretário-geral, já se manifestaram contrários à iniciativa. " Não me parece adequado reduzir a maioridade penal. Não podemos agir sob efeito do pânico ". Vossa Eminência que me perdoe, mas podemos, sim. Podemos e devemos. Não podemos mais é ser omissos. Que a maioria decida, então. Que se faça um plebiscito, que se faça alguma coisa. Que se ofertem oportunidade às pessoas, para que não saiam por aí, atacando a propriedade privada e arrastando a massa encefálica de crianças cidades afora. Que se dêem boas escolas, para que essas pessoas tenham bons empregos. Que se ofereceram perspectivas. Que se propiciem policiamento ostensivo e bem-equipado, ao menos, se tudo isso soçobrar. Contudo, penso que estou pedindo demais.

Friday, February 02, 2007

 

E segue o baile !

Terminadas as pompas decorrentes das especulações sobre quem ocuparia o segundo posto mais cobiçado da República, algumas elocubrações fazem-se necessárias:
I) Como os meios de comunicação transmitiram ao público o evento ?
II) Por que alguns veículos insistem em dizer que o candidato governista
" oficial " elegeu-se com o apoio dos deputados oposicionistas?
III) Qual o sentido da existência do Congresso Nacional, em seus 181 anos, se a sua vocação popular anda tão em desuso e seus ilustres e engravatados freqüentadores não têm o respaldo e nem a confiança de seus eleitores ?
IV) Voto aberto é a solução ?
V) Alguma coisa vai mudar, realmente?
Atrevo-me, humildemente, a responder, tópico a tópico.
Como diria a voz rouca das ruas, pelo remo se conhece a canoa. É evidente que o modo como a imprensa noticiou a eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados foi copiosa e satisfatória. Para mim. Fico imaginando se o cidadão comum, seja em Cabrobó ou Uruguaiana, entendeu algo de substancioso daquilo tudo. A televisão, em sua própria natureza é superficial, mesmo o noticiário, ainda que crivado de matérias de suma relevância para os futuros rumos que tomará a nação. Ah, Giancarlo, mas têm os jornais! Lógico que têm! Mas sejamos francos: qual o assalariado ( mínimo, é claro ! ) que pode comprar jornal todos os dias. Revista, então nem pensar ! Reitero um pensamento que muitos já conhecem: já passou da hora da televisão mudar.
A mais nova falácia que anda correndo Brasil por estes dias é a de que Arlindo Chinaglia foi eleito presidente da Câmara com o auxílio dos tucanos. Não é verdade ! O bloco governista tinha 279 deputados; Arlindo elegeu-se com 261. Isto é: nem todos os governistas votaram em Arlindo! Elementar, meu caro Watson! A questão não deveria ser se tucanos votaram em Arlindo, e sim: POR QUE GOVERNISTAS NÃO VOTARAM EM ARLINDO !
O Parlamento, em qualquer país que se preze, é imprescindível para a garantia do Estado de Direito, das liberdades individuais, da propriedade privada e da democracia. É verdade que ultimamente os congressistas não têm honrado o mandato que receberam do povo, mas aí já está a resposta. Quem lhes concedeu a possibilidade de legislar foi... o povo ! O povo os colocou lá. Depois de tudo o mais feito, não adianta chorar o leite derramado. Ou os dólares escondidos.
Tem gente que acha que o voto aberto é a solução para tudo de ruim quanto acontece no Brasil. Não, não é. Infelizmente. O voto aberto, aliás, pode se tornar até um problema a mais. Essa modalidade de votação, no Brasil, daria margem a perseguições políticas, a retaliações que nada têm que ver com a democracia. O voto aberto é possível, sim, mas não da forma como querem uns e outros.
Bem, se eu pudesse dizer, com cem por cento de convicção, que o Brasil será definitivamente o país das maravilhas, com direito a Alice, deslumbrada com os coelhos que falam e as cartas de baralho que tocam trombetas, montaria uma banquinha na calçada e faria fortuna. O fato é que o governo elegeu para as duas câmaras do Legislativo representantes das suas agendas. Na pauta de votações, terão sempre primazia as leis que favorecerem o governo, de uma maneira ou de outra. Sem contar as Medidas Provisórias. E num país em que o presidente da República anda de braços dados com ditadores, eleitos ou não, nunca se sabe.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?