Saturday, March 10, 2007

 

O que de fato interessa...

Após a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil só se pode chegar a uma triste conclusão: importantes temas da agenda econômica brasileira relacionadas àquele país passaram ao largo. Negociações sobre a exportação do etanol brasileiro para a terra do tio Sam foram prejudicadas por causa do, digamos, proselitismo, do presidente brasileiro, que entre outras metáforas rosicleres, disse que era necessário chegar ao ponto G da discussão. Coisa que não fez.
Novos rumos para o comércio desse combustível, que no Brasil é barateado por ser feito de cana-de-açúcar, são mais que necessário. Passando bem longe do tapado xiismo petista, o Brasil tem de incentivar o ingresso de capital estrangeiro na produção do álcool e investir em três coisas: pesquisa, pesquisa e pesquisa. O governo brasileiro conta, consoante seu plano de aceleração do crescimento ( PAC ), com pouco mais de R$ 17 bilhões, já incluso o capital privado. O governador de São Paulo, José Serra, defende, em artigo publicado na Folha de São Paulo, que os investimentos estrangeiros estejam voltados especialmente para a produção de álcool. Serra inclusive fez, em almoço com Bush e Lula, uma proposta em que sugere a criação de um fundo em que participem os dois países de pesquisas acerca do impacto do etanol na economia. O governo federal sabia das pretensões de Serra e, ao menos publicamente, aprovou a iniciativa. Serra, no entanto, pensa que o mais relevante não foi posto em discussão. Atacando o desmedido protecionismo norte-americano, Serra alegou que o etanol brasileiro chega aos Estados Unidos com o preço duplicado, depois de tarifado. São Paulo é responsável pela produção de 75 % do etanol, que sofre taxação de US$ 0,54 por galão ( 3,78 litros ), que vai para os Estados Unidos. Por sua vez, George Bush já disse que não há meios de rever essa tarifa antes de 2009, prazo definido pelo congresso norte-americano. Sem chegarem a avanços significativos, Serra rebateu com a declaração de que o grande mérito da visita de George W. Bush ao Brasil foi fazer um mui conveniente marketing do programa de produção de etanol no Brasil no mundo. O governador tucano anunciou ainda um programa em que destinará 150 milhões de reais para a pesquisa de gêneros de cana que privilegiem a energia em vez da sacarose, iniciativa cujo comando está com a Fundação de Amparo`a Pesquisa do Estado de São Paulo ( Fapesp ), com a parceria de instituições e empresas do governo federal, como o BNDES, por exemplo.

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