Saturday, January 26, 2008

 
Como são inconstantes os poetas, não? Graças a Atena e Minerva! A primeira versão de Centenário-I Quadrante estava boa, mas como todo escriba que se preze, fiquei encafifado com algumas coisas. Confesso que publiquei antes naquele sítio de relacionamentos, que de relacionamentos, mesmo, não tem é nada (como é que pode alguém ter 999 amigos?), em uma comunidade, até boa, desconsideradas algumas mediocridades postadas, em que se reúnem os que dedicam-se a esse maravilhoso carrasco chamado Literatura. Por falar nisso, as que mencionam o substantivo "inteligência e jornalismo" estão é uma burrice e um patrulhamento ideológico censor, e mesmo ditatorial, só.

Agora, sim, está esplêndido o poema (modéstia à parte)! Até que borbulhe-me o cérebro novamente, o que sempre acontece, e apareça a terceira adaptação. Brincadeira. Vantagens da ultrassônica rede mundial de computadores, Santa Internet, a padroeira dos atormentados e irrequietos. Como não canso de dizer, viva o neofilantropo -e bilionário para o resto da vida- Bill Gates!

Centenário-I Quadrante

Banho-me no lago negro da melancolia
em um dia de inverno, vento gélido e forte
que funde um cheiro de morte, e terno,
de tudo o que poderia conquistar, e não pude.

Qual Antígona, tento em vão enterrar os meus,
mas só é-me permitido lançá-los ao breu do mar fundo do esquecimento.
Em mim, só o sol, finado fogo que teima em queimar
no meio de todo o gelo de um sentimento acabado.

Esplim, caminho tortuoso, um não querer chegar,
nem ao menos sei quem me ama,
e se assim é a vida, a minha vida, venturoso é o dia em que morrer,
mesmo que a padecer, a soberana esteja distante ainda.

Dos desencontros, só saudade: alma infinda e férrea, que amalgama
no ponto e na medida certa o ouro e o cobre,
sou em minha própria terra apenas nobre mendigo, o que só nasce,
o que em minha face jovem desperta, aos pingos, e com vontade.

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