Monday, December 29, 2008

 

Fossaland urgente!

Dando seqüência ao que propus no post anterior, cá reproduzo mais um poema que expressa -ou, ao menos, tenta- essa angústia que é amar, em especial quando não se recebe de volta da razão de nosso afeto nem um décimo deste sentimento belo, digno e grandioso, e que se torna-se por conseguinte destrutivo. O nome desta composição poética que compartilho com vocês hoje é Olhos de mar na tormenta.
Enxugo os olhos
Das lágrimas
que me sulcam a face.
Noite escura, dia escuro
E a inconstância
De um barco em oceano aberto
Balançando de um lado para o outro
Quase sem ter como resistir
À imperícia de um timoneiro demente.
Dia escuro, noite negra
E o barco que se esmigalha
Nos recifes e, em silêncio, vai ao fundo.

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